Extraido do blogdobourdokan.blogspot.com (leitura que recomendo)
Segunda-feira – Helicópteros israelenses explodem um carro que circulava em Gaza, Palestina ocupada. Todos os seus ocupantes morreram.O governo de Israel afirma que valeu a matança porque no veículo viajava o chefe do Hamas.
Terça-feira – Tanques israelenses explodem mais um carro que circulava pelas ruas de Gaza, Palestina ocupada, matando todos os passageiros. O governo de Israel assevera que valeu a hecatombe porque no veículo viajava o chefe do Hamas.
Quarta-feira – Helicópteros israelenses explodem outro carro que circulava em Gaza, Palestina ocupada. Não houve sobreviventes. O governo de Israel insiste que valeu o derramamento de sangue porque no veículo viajava o chefe do Hamas.
Quinta-feira – Tanques de Israel explodem uma casa de palestinos, em Gaza, Palestina ocupada, matando todos os moradores. O governo de Israel repete que valeu o massacre porque na casa vivia o chefe do Hamas.
Sexta-feira – Aviação israelense destrói dezenas de casas em Gaza, Palestina ocupada, vitimando um número desconhecido de palestinos. O governo de Israel garante que ali vivia o chefe do Hamas e que sua morte valeu o holocausto.
Sábado – Soldados israelenses assassinam Sâmia, de oito anos, diante da escola da ONU, em Gaza, Palestina ocupada. O governo de Israel não informou se ela era a chefe do Hamas.
Domingo – “Colonos” israelenses, apoiados por aviões, helicópteros, tanques e infantaria, perseguem crianças palestinas que atiravam pedras contra os ocupantes de sua terra. O governo de Israel afirma que as crianças obedeciam ordens do chefe do Hamas. Mas não explicou como era possível que alguém que eles disseram ter executado na segunda, terça, quarta, quinta e sexta-feira agora liderava uma manifestação de crianças.
E a mídia repercute essas “informações” das tropas de ocupação, sem ao menos se preocupar em ouvir o outro lado, as vítimas palestinas.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
domingo, 4 de julho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010

Fosse apois possível, a prosa de guimarães,
ausente a rosa, que não posso: para Antonina
Porto – alembra, pois? A frota de chegadas cargas e na beira, muito e bastante,
se via a gente no fazer, sol-de-brilho, suor de tanto-feito. Assim foi.
Porto – esquecer quem é de?
O barco de ir, para demais longe, e muito e bastantes, se contava gentes no fazer,
mesmo quando as luas-de-azul-clara anunciação alumiando os fazeres, os ofícios. É, se?
Cais, esse, de movida e larga obra e, de tanto, esperando as gentes, des-fazendo, e nada,
e nada de fazer. Se depois, e quando se?
No construído cais, do de mesmo-hoje,
esperar se, de desmorrer, e do largo de sal consumido:
e vem, e vem, e vindo do demais navegar de dias e dias,
o capitão-do-navio, almirante de respeitosa barba:
mouras riquezas, água de outras serventias, engenhos dos de moderna figura.
É, ainda, e se?
Dela, a dama de uns jeitos e por demais de perfumosa, para serviço e gozo,
germanos de terras do quase-fim, se riem de álcool e vício.
Pois, assim?
Paulo Cequinel
domingo, 20 de junho de 2010
José Saramago
"Os bons e os maus resultados dos nossos ditos e obras vão-se distribuindo, supõe-se que de uma maneira bastante uniforme e equilibrada, por todos os dias do futuro, incluindo aqueles, infindáveis, em que já cá não estaremos para poder comprová-lo, para congratularmo-nos ou para pedir perdão, aliás, há quem diga que é isto a imortalidade de que tanto se fala."
"Para temperamentos nostálgicos, em geral quebradiços, pouco flexíveis, viver sozinho é um duríssimo castigo."
"Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é so um dia mais."
"Há situações na vida em que já tanto nos dá perder por dez como perder por cem, o que queremos é conhecer rapidamente a última soma do desastre, para depois, se tal for possível não voltarmos a pensar mais no assunto."
"O que as vitórias têm de mau é que não são definitivas. O que as derrotas têm de bom é que também não são definitivas."
Meu querido escritor, que me mostrou que escrever é muito mais do que contar histórias e me fez ver a miserável mesquinhez dos meus textos de dores e amores, quando no mundo anda a dor das guerras e o sofrimento dos deserdados, por você eu choro hoje, por me dar conta que, embora não lhe tenha lido toda a obra, não terei mais a oportunidade de ler a que viria depois dela.
Sonia Nascimento, Luto.
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