terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Concedida liminar para ação sobre alteração do Plano Diretor

O povo do Batel está em festa. A ação movida pelo Fernando Matarazzo contra a reforma do Plano Diretor ganhou liminar, que manda parar o barracão da Forte Solo e pede ao prefeito e à câmara explicações sobre a alteração da lei. Agora, vamos ver o jogo sem tapetão e sem cartolas. E sem mudanças nas regras, depois do apito pra começar. Tem gente que não acredita na lei, não acredita em regras, não acredita na justiça.Eu acredito e vivo pra isso e por isso.Viva o Iluminismo. Fora as trevas da Idade Média!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

E para marcar esse carnaval...




...a família de carnavalescos mais divertida da cidade. Viva a Lia e o Luiz, e viva quem, como eles, são do bloco do bem.

Carnaval em Antonina.


Depois do que me parece uma eternidade de anos e levada pelas mãos de minha amiga Lia, eis que volto, como filha pródiga, aos braços de Momo. Lia é uma carnavalesca determinada e me vestiu com uma camiseta do bloco Beco do Mijo, além de me enfiar na cabeça uma peruca colorida. E o German de menina, a Luna de "garota-deslumbrada-pela-descoberta-do-carnaval", com pluminhas e lantejolas, fomos atrás do bloco, cantando marchinhas de carnavais da minha juventude. Voltamos cedo pra casa, mas hoje de manhã tive a impressão de que sonhei comigo criança. O carnaval dos meus tempos era assim mesmo, esse carnaval da segunda feira de Antonina. Cheio de criança na rua se divertindo, gente jovem a mil por hora, @s velhinh@s, como eu, com aquele olhar divertido de "quem já fez tudo isso". Viva o carnaval da minha cidade!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Cinema Secreto: Cinegnose: O Sono da Ciência no filme "Ladrão de Sonhos"

Cinema Secreto: Cinegnose: O Sono da Ciência no filme "Ladrão de Sonhos"

Sobre o discurso do padre na câmara...


Ainda e para que não esqueçam, volto às vacas frias, que por sinal só fazem esquentar:

     Disse ele que somos nós,  da AMBB, um bando de aposentados que não tem o que fazer.  Somos, mesmo,  aposentados (  alguns dos sócios da AMBB). Temos também comerciantes respeitados pela comunidade,  fisioterapeutas em pleno exercício de sua profissão, empregadas domésticas, donas de casa, professores, trabalhadores no comércio, estivadores, empresários, funcionários públicos, alguns católicos, alguns evangélicos, kardecistas, outros poucos ateus.  Os aposentados tem mais tempo livre para fazer alguns trabalhos e o fazem voluntariamente, como de resto são todos os trabalhos desenvolvidos em associações de bairro.
     Desde a sua fundação, a AMBB tem expedido (com protocolo) ofícios para a prefeitura, a câmara de vereadores, o fórum, a delegacia, polícia militar, escolas da comunidade. Muitos ofícios, que podem ser vistos por qualquer cidadão do bairro e da cidade. Esses ofícios solicitam melhorias para o bairro, pedem esclarecimentos sobre fatos, denunciam irregularidades. Não temos nenhum motivo para ocultar qualquer dos nossos documentos, todos eles expressam a legítima atividade de uma associação de bairro.
     Uma das atividades da associação (entre outras) foi ter participado do trabalho voluntário da Igreja São João Baptista por ocasião do 11 de março. Embora o prefeito tenha dito na rádio que não viu nenhuma associação ajudando nessa ocasião,  o padre deve lembrar muito bem disso, pois foi a AMBB quem organizou, digitou e entregou a ele um cadastro dos atingidos pela tragédia,  que procuravam ajuda e donativos da igreja. Um cadastro muito bem feito, que levou dias e pelo menos duas noites para ser feito.  O cadastro foi usado para distribuir todas as doações recebidas. Um cadastro estratégico, que foi e provavelmente está sendo útil ao Senhor Padre. Um cadastro feito por desocupados como aposentados  da AMBB e professor@s do bairro e da cidade. Gente que não se ocupa dos outros, segundo ele.
    Nossa presidenta ficou à disposição do padre para organizar o grupo de voluntários por dias. Provavelmente, a amnésia que o atinge é dessas convenientes, que nos faz lembrar só o que nos interessa.
        Isso é só para rebater  um pouco o discurso do padre progressista. Como sou velhinha e aposentada, vou lembrando das coisas aos poucos, mas a minha amnésia é legítima e minhas lembranças são documentadas.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A votação da Câmara de Vereadores e eu.

          Como se esperava, a alteração do Plano Diretor foi aprovada ontem pelos vereadores. Surpresa para os eleitores de Margarete foi o seu voto a favor. Isso exige uma discussão à parte, que farei no momento devido.
          O que me impressionou foi a fumaça que os favoráveis à alteração jogaram sobre os olhos da platéia selecionada: de que a AMBB é contra o progresso e os empregos. Mais ainda, que seríamos o retrocesso de quem já tem o seu ganha pão garantido e dos que esperam pelos novos empregos. Em nenhum momento o padre Marcos, defensor da Fortesolo, falou da ilegalidade da construção do barracão, nem da falta de discussão do tema com a população DIRETAMENTE AFETADA, da qual, senhor  padre, senhor prefeito, senhores e senhora Vereador@s, faço parte. Moro nas Malvinas. Minha casa fica bem no lugar onde o prefeito quer instalar uma área industrial. Estou aposentada,senhor padre, e o único patrimônio da minha família é esta casa, que os senhores pretendem transformar em pó (de adubo e quem sabe do que mais).
          Não me envergonho de fazer a luta política, porque qualquer reivindicação de cidadãos é luta política. Lutar pelos direitos (meus e dos outros) não é vergonha nenhuma, senhor padre. Sua igreja sempre tentou vender essa imagem, de que os cordeiros de Deus devem mugir somente quando o padre deixar, e serem tangidos para onde a igreja quiser ou for do interesse dela. O senhor não vai conseguir me fazer sentir envergonhada de lutar pelos meus direitos e da minha família. Direito de morar num bairro decente, sem poluição, sem sujeira, sem perigos. 
        O senhor sabe que a questão não é de empregos. O senhor sabe que os empregos podem ser construídos no local adequado. O senhor sabe porque a Fortesolo não quer construir no porto e sim na entrada da cidade. Porque o senhor e o prefeito não querem contar isso para a população? Eu quero saber. Eu TENHO O DIREITO ASSEGURADO EM LEI  DE SABER. A Lei 20/2008 me assegura esse direito.
            O senhor jogou fumaça nos olhos dos rapazes fortões convidados a lhe aplaudir. Não ouviu, ou fingiu não ouvir a fala da AMBB. Nossa fala pedia a legalidade do processo. Não dissemos, em nenhum momento que somos contra os empregos. PORQUE ESSES EMPREGOS TEM QUE SER CONSTRUÍDOS NOS BAIRROS POPULOSOS, NA ENTRADA DA CIDADE? Nem o senhor, nem a Câmara, nem o prefeito respondem a essa pergunta.
             Por fim, senhor@s todos envolvidos nessa grande trapaça, asseguro que não vou parar de lutar. Lutar não é vergonha. Vou combater o bom combate, como fizeram meus pais e como a minha família, da qual muito me orgulho, sempre fez. 
             Que Deus se compadece da alma do padre. Ou não (como diria aquele velho compositor baiano).

Madame Bovary

  A Velhice II      Quero falar das dores da velhice. Não aquela dor que vemos quando temos coragem de encarar o espelho e aquela mulher (ho...