domingo, 19 de junho de 2016

Serra reconduz Brasil à condição de "paiseco".

http://www.tijolaco.com.br/blog/serra-reconduz-o-brasil-condicao-de-paiseco/

Serra reconduz o Brasil à condição de “paiseco”

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A Folha publica hoje matéria sobre a intenção do Itamaraty de abandonar 34 organismos internacionais para “fazer economia”.
A matéria está correta, embora o título esteja errado: Governo brasileiro avalia se abandona grupos ligados ao Mercosul. Há órgãos do Mercosul, mas há vários outros ligados à própria ONU a redes de proteção ambiental independentes.
São, no total, 34 organizações:  União Geodésica e Geofísica Internacional,  Tribunal Permanente de Revisão do Mercosul, Instituto Social do Mercosul, Fundo Mercosul Cultural, Fundo de Promoção do Turismo do Mercosul, Fundo de Cooperação das Cooperativas do Mercosul, Instituto de Políticas Públicas de Direitos Humanos do Mercosul, Acordo de Conservação de Albatrozes e Petréis, Comissão Intergovernamental dos Países da Bacia do Prata, Sistema Econômico Latino Americano, Centro Latino Americano de Administração para o Desenvolvimento, Conferência de Autoridades Audiovisuais e Cinematográficas Ibero Americanas, Fundo de Cooperação Técnica a AIEA, Centro Sul, Comissão Internacional da Pimenta do Reino, Grupo Internacional de Estudos do Cobre, Grupo Internacional de Estudos do Níquel, Grupo Internacional de Estudos do Chumbo e Zinco, Secretaria Geral Ibero Americana, Organização dos Estados Ibero Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura, Organização Ibero Americana de Juventude, Comissão Internacional para a Conservação do Atum e Afins do Atlântico, Instituto Interamericano para Pesquisa em Mudanças Globais, Comissão Sericícola Internacional, Centro Interamericano de Administrações Tributárias, Organização Internacional da Vinha e do Vinho, Comissão Internacional da Baleia, Organização Internacional do Cacau, Instituto Ítalo Latino Americano, Instituto Internacional pela Unificação do Direito Internacional Privado, Centro Internacional de Estudos para Conservação e Restauração de Bens Culturais, Rede Internacional de Centros de Astrofísica Relativística, Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais e… Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial.
Conseguiu ler tudo?
Agora veja apenas alguns  exemplos da “imensa economia” que faríamos ao nos ausentarmos de alguns destes organismos: O acordo de proteção aos albatrozes e petréis custou ao Brasil, em 2014, fabulosos R$ 11.272. Isso mesmo, R$ 940 mensais. Já a Comissão Sericícola Internacional – onde se discutem os interesses dos produtores de seda – e os 29 municípios do Vale da Seda, no Paraná, são conhecidos pelo fio de altíssima qualidade, custou-nos, em 2012, R$ 53 mil. Já a pimenta não ardeu muito no bolso brasileiro: foram apenas R$ 10.193,73 de contribuição a associação dos maiores produtores da especiaria: somos o terceiro, atrás apenas do Vietnã e da Índia.
Sabem onde a gente deve os R$ 5 bilhões de que fala a matéria? De onde a gente não pode sair: só com a ONU, R$1 bilhão. Outro bilhão com o Mercosul, em contribuições atrasadas. No BID  (Banco Interamericano de Desenvolvimento), R$ 160 milhões. R$ 70 milhões à Unesco. E, é claro, sair não paga o que se deve.
José Serra e o bando de burocratas que o acompanha são como aqueles folclóricos donos de botequim com o lápis atrás da orelha, sempre prontos a fazer qualquer “economia de palitos”. Não enxergam a importância de o país estar presente nos fóruns mundiais onde se discutem questão de meio-ambiente, ciência, produtos que não são importantes e cultura.
Na cabeça desta gente, o Brasil é um “paiseco”, que faz “tudo o que o mestre mandar”. E se ele, por acaso, não mandar, dá-se um pulinho na embaixada para perguntar o que é para fazer.
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quinta-feira, 16 de junho de 2016

Petroleiros denunciam golpe de José Serra http://www.viomundo.com.br/denuncias/petroleiros-de-varias-geracoes-denunciam-o-golpe-movido-a-petroleo-e-o-entreguismo-de-jose-serra.html

Petroleiros denunciam o golpe movido a petróleo e o entreguismo de José Serra

16 de junho de 2016 às 15h59

  

136 - 14-06-2016 Ato em defesa da petrobras e do pre-sal - Foto Lidyane Ponciano BAIXA-136
Petroleiros mobilizam Brasília em defesa do Pré-Sal e da Petrobrás
Petroleiros da FUP, FNP e Aepet realizaram nesta terça-feira, 14, em Brasília um ato político em defesa da Petrobrás e do Pré-Sal, com participação de trabalhadores da educação (CNTE) e do campo (MAB, MPA, MCP), de estudantes (UNE e UJS) e de outros movimentos sociais.
A manifestação foi chamada pela Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás, tendo como foco o enfrentamento ao Projeto de Lei 4567/16, que visa tirar da Petrobrás a função de operadora única do Pré-Sal, bem como acabar com a participação mínima de 30% que a empresa tem garantida nos processos licitatórios para exploração dessas reservas.
O ato seria realizado no auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados Federais, mas a Presidência restringiu o acesso à Casa, devido à sessão da Comissão de Ética, realizada nesta terça-feira e que aprovou o relatório favorável à cassação de Eduardo Cunha.
Impedidos de entrar na Câmara, os petroleiros e movimentos sociais realizaram o ato do lado de fora, em frente ao Congresso Nacional e depois caminharam em direção ao Palácio do Itamaraty, onde protestaram contra José Serra, ministro interino das Relações Exteriores, autor da proposta que deu origem ao PL 4567/16. Em 2010, quando disputava a Presidência da República, Serra prometeu à Chevron acabar com o Regime de Partilha do Pré-Sal.
GOLPE MOVIDO A PETRÓLEO
Todos os deputados e senadores que participaram do ato foram unânimes em ressaltar que a disputa pelo petróleo brasileiro está no centro do golpe que levou ao afastamento da presidenta Dilma Rousseff.
“Eles já mostraram quais são os seus objetivos. É um ataque organizado contra um projeto soberano de desenvolvimento nacional , que implica em quebrar uma de suas peças estratégicas, que é a Petrobrás”, afirmou o deputado Davidson Magalhães, presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás, explicando que se o PL 4567/16 for aprovado será o primeiro passo para acabarem com o regime de partilha. “Isso significaria não termos mais o controle sobre a propriedade e o processo de produção do petróleo e do gás”, destacou.
A presidente do Sitramico-RJ, Lígia Arneiro Deslandes, falou sobre o processo em curso para venda da BR Distribuidora e da Liquigas, afirmando que a privatização irá estrangular a Petrobrás. “Como a Petrobrás vai botar nas ruas o que produz nas refinarias se vender a BR e a Liquigás? Não vai colocar, sabe por quê? Porque as distribuidoras multinacionais já compram lá fora e a BR, se for privatizada, vai fazer o mesmo”, alertou.
UNIDADE DE TODOS OS TRABALHADORES PARA IMPEDIR A ENTREGA DA PETROBRÁS E DO PRÉ-SAL
Arthur Ferrari, diretor da Aepet, declarou que tirar da Petrobrás a função de operadora única do Pré-Sal é “quebrar a espinha industrial do Brasil”. “O ministro das Minas e Energia já disse que o conteúdo local não serve para a Petrobrás. Esses caras estão tentando desmontar o país a toque de caixa, por isso só com a unidade da nossa categoria conseguiremos barrar os entreguistas”, afirmou.
Ivan Luís de Andrade, diretor da FNP, denunciou os interesses das nações imperialistas em torno do Pré-Sal, lembrando a imensa resistência que houve durante a aprovação do Regime de Partilha. “O objetivo do governo Temer é favorecer as petroleiras estrangeiras, como prometeu José Serra à Chevron”, declarou.
Ao encerrar o ato, o coordenador da FUP, José Maria, ressaltou que a luta em defesa da Petrobrás e do Pré-Sal deve ser de toda a sociedade brasileira. “Nossa resistência tem que ser maior a cada dia que passa. Nós petroleiros temos a obrigação de sermos ponta de lança nessa disputa, mas temos a clareza de que sozinhos a gente não ganha essa batalha. Se não houver um movimento como foi ´o petróleo é nosso`, eles vão sucatear a Petrobrás e levar o Pré-Sal”, alertou.
2 - 14-06-2016 Ato em defesa da petrobras e do pre-sal - Foto Lidyane Ponciano BAIXA-003

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