O PT de Antonina iniciou na segunda-feira passada a elaboração do seu Programa de Governo. Desatando sonhos!!!!O que você sonha para Antonina? Como seria a Antonina dos seus sonhos? Venha contá-los para a gente. Sua participação garantirá que eles se tornem reais.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
TUDO EM CIMA: Aprovação popular de Dilma cresce e chega a 77%
TUDO EM CIMA: Aprovação popular de Dilma cresce e chega a 77%: Aprovação popular de Dilma cresce e chega a 77%, aponta pesquisa CNI/Ibope Indice de confiança na presidenta também subiu de 68 para 72%...
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Tudo em Cima - André Lux A VEJA E O CARLINHOS CACHOEIRA
Carlinhos Cachoeira trocou 200 ligações com editor-chefe da revista "Veja"
A informação, divulgada pelo blog do jornalista Luís Nassif, faz parte da avalanche de denúncias oriundas da Operação Monte Carlo, a mesma que flagrou a relação estreita de Cachoeira com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).
- por Jorge Lourenço, no Jornal do Brasil
Boa parte da grande imprensa se recusa a repercutir, mas o editor-chefe da revista "Veja", Policarpo Júnior, trocou 200 ligações com o contraventor Carlinhos Cachoeira. A informação, divulgada pelo blog do jornalista Luís Nassif, faz parte da avalanche de denúncias oriundas da Operação Monte Carlo, a mesma que flagrou a relação estreita de Cachoeira com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Nas ligações, Policarpo anteciparia informações da publicação ao contraventor.
O mentor do Mensalão
Para piorar, o ex-prefeito de Anápolis (GO), Ernani de Paulo, juntou as peças do quebra-cabeça e chegou à seguinte conclusão: Cachoeira, Demóstenes e o jornalista Policarpo Júnior teriam "fabricado" a denúncia de Mensalão.
De acordo com Ernani, Demóstenes era cotado para assumir o cargo de secretário de Segurança Nacional no começo do governo de Lula sob a condição de filiar-se ao PMDB. O senador gostou da indicação, mas acabou vetado por José Dirceu. A partir daí, a denúncia inicial do Mensalão seria o troco de Demóstenes pelo veto.
Curiosamente, a reportagem que deu início às denúncias contra o governo petista foi assinada pelo mesmo Policarpo Júnior.
- por Jorge Lourenço, no Jornal do Brasil
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| Veja e o crime organizado: Policarpo trocou mais de 200 ligações com o criminoso Cachoeira. |
O mentor do Mensalão
Para piorar, o ex-prefeito de Anápolis (GO), Ernani de Paulo, juntou as peças do quebra-cabeça e chegou à seguinte conclusão: Cachoeira, Demóstenes e o jornalista Policarpo Júnior teriam "fabricado" a denúncia de Mensalão.
De acordo com Ernani, Demóstenes era cotado para assumir o cargo de secretário de Segurança Nacional no começo do governo de Lula sob a condição de filiar-se ao PMDB. O senador gostou da indicação, mas acabou vetado por José Dirceu. A partir daí, a denúncia inicial do Mensalão seria o troco de Demóstenes pelo veto.
Curiosamente, a reportagem que deu início às denúncias contra o governo petista foi assinada pelo mesmo Policarpo Júnior.
Copiei do Movimento das Mulheres de Antonina (MMA)
Feirinha da (AMBB)
"Prestigie" Feirinha de Artesanato dos Moradores do Bairro do Batel.
Essa é a feirinha organizada pela (AMBB) Associação de Moradores do Bairro do Batel, a feirinha é aberta para todos os artesões do Município de Antonina.
Horário de funcionamento: Sábados das 10:00 ás 16:30 e aos Domingos das 14:00 as 16:30 Horas.
Tel: Vera Andreotti 8893-2908
Prestigie, sua presença é importante
sábado, 31 de março de 2012
Brasil, Nunca Mais!
"Vós, que vireis na crista da onda em que nos afogamos, não vos esqueceis do tempo terrível a que haveis escapado "(Bertold Brecht).
sexta-feira, 30 de março de 2012
Colei do TUDO EM CIMA
http://tudo-em-cima.blogspot.com.br/2012/03/nossos-quixotinhos-destemidos-e.html
Nossos quixotinhos destemidos e desaforados diante do Clube Militar
Eram nossos jovens patriotas clamando pela abertura dos arquivos militares, exigindo que o Brasil tenha a dignidade de dar às famílias dos torturados e mortos ao menos a satisfação de saberem como, de que forma, onde e por quem foram trucidados, torturados e mortos seus entes amados.
- do Blog de Hildegard Angel, no R7. Na ditadura, morreram sob tortura seu irmão Stuart Angel, sua cunhada Sonia, e sua mãe Zuzu Angel, morta "acidentalmente" por militares na saída do túnel que hoje tem seu nome, no Rio.
Foi um acaso. Eu passava hoje pela Rio Branco, prestes a pegar o Aterro, quando ouvi gritos e vi uma aglomeração do lado esquerdo da avenida. Pedi ao motorista para diminuir a marcha e percebi que eram os jovens estudantes caras-pintadas manifestando-se diante do Clube Militar, onde acontecia a anunciada reunião dos militares de pijama celebrando o “31 de Março” e contra a Comissão da Verdade.
Só vi jovens, meninos e meninas, empunhando cartazes em preto e branco, alguns deles com fotos de meu irmão e de minha cunhada. Pedi ao motorista para parar o carro e desci. Eu vinha de um almoço no Clube de Engenharia. Para isso, fui pela manhã ao cabeleireiro, arrumei-me, coloquei joias, um vestido elegante, uma bolsa combinando com o rosa da estampa, sapatos prateados. Estava o que se espera de uma colunista social.
A situação era tensa. As crianças, emboladas, berrando palavras de ordem e bordões contra a ditadura e a favor da Comissão da Verdade. Frases como “Cadeia Já, Cadeia Já, a quem torturou na ditadura militar”. Faces jovens, muito jovens, imberbes até. Nomes de desaparecidos pintados em alguns rostos e até nas roupas. E eles num entusiasmo, num ímpeto, num sentimento. Como aquilo me tocou!
Manifestantes mais velhos com eles, eram poucos. Umas senhoras de bermudas, corajosas militantes. Alguns senhores de manga de camisa. Mas a grande maioria, a entusiasmada maioria, a massa humana, era a garotada. Que belo!
Eram nossos jovens patriotas clamando pela abertura dos arquivos militares, exigindo com seu jeito sem modos, sem luvas de pelica nem punhos de renda e sem vosmecê, que o Brasil tenha a dignidade de dar às famílias dos torturados e mortos ao menos a satisfação de saberem como, de que forma, onde e por quem foram trucidados, torturados e mortos seus entes amados. Pelo menos isso. Não é pedir muito, será que é?
Quando vemos, hoje, crianças brasileiras que somem, se evaporam e jamais são recuperadas, crianças que inspiram folhetins e novelas, como a que esta semana entrou no ar, vendidas num lixão e escravizadas, nós sabemos que elas jamais serão encontradas, pois nunca serão procuradas. Pois o jogo é esse. É esta a nossa tradição. Semente plantada lá atrás, desde 1964 – e ainda há quem queira comemorar a data! A semente da impunidade, do esquecimento, do pouco caso com a vida humana neste país.
E nossos quixotinhos destemidos e desaforados ali diante do prédio do Clube Militar. ”Assassino!”, “assassino!”, “torturador!”, gritava o garotinho louro de cabelos longos anelados e óculos de aro redondo, a quem eu dava uns 16 anos, seguido pela menina de cabelos castanhos e diadema, e mais outra e mais outro, num coro que logo virava um estrondo de vozes, um trovão. Era mais um militar de cabeça branca e terno ajustado na silhueta, magra sempre, que tentava abrir passagem naquele corredor humano enfurecido e era recebido com gritos e desacatos. Uma recepção com raiva, rancor, fúria, ressentimento. Até cuspe eu vi, no ombro de um terno príncipe de Gales.
Magros, ainda bem, esses velhos militares, pois cabiam todos no abraço daqueles PMs reforçados e vestidos com colete à prova de balas, que lhes cingiam as pernas com os braços, forçando a passagem. E assim eles conseguiram entrar, hoje, um por um, para a reunião em seu Clube Militar: carregados no colo dos PMs.
Os cartazes com os rostos eram sacudidos. À menção de cada nome de desaparecido ao alto-falante, a multidão berrava: “Presente!”. Havia tinta vermelha cobrindo todo o piso de pedras portuguesas diante da portaria do edifício. O sangue dos mortos ali lembrados. Tremulavam bandeiras de partidos políticos e de não sei o quê mais, porém isso não me importava. Eu estava muito emocionada. Fiquei à parte da multidão.
Recuada, num degrau de uma loja de câmbio ao lado da portaria do prédio. A polícia e os seguranças do Clube evacuaram o local, retiraram todo mundo. Fotógrafos e cinegrafistas foram mandados para a entrada do “corredor”, manifestantes para o lado de lá do cordão de isolamento. E ninguém me via. Parecia que eu era invisível. Fiquei ali, absolutamente sozinha, testemunhando tudo aquilo, bem uns 20 minutos, com eles passando pra lá e pra cá, carregando os generais, empurrando a aglomeração, sem perceberem a minha presença. Mistério.
Até que fui denunciada pelas lágrimas. Uma senhora me reconheceu, jogou um beijo. E mais outra. Pessoas sorriram para mim com simpatia. Percebi que eu representava ali as famílias daqueles mortos e estava sendo reverenciada por causa deles. Emocionei-me ainda mais. Então e enfim os PMs me viram.
Eu, que estava todo o tempo praticamente colada neles! Um me perguntou se não era melhor eu sair dali, pois era perigoso. Insisti em ficar, mesmo com perigo e tudo. E ele, gentil, quando viu que não conseguiria me demover: “A senhora quer um copo d’água?”. Na mesma hora o copo d’água veio. O segurança do Clube ofereceu: “A senhora não prefere ficar na portaria, lá dentro? “. “Ah, não, meu senhor. Lá dentro não. Prefiro a calçada”. E nela fiquei, sobre o degrau recuado, ora assistente, ora manifestante fazendo coro, cumprindo meu papel de testemunha, de participante e de Angel. Vendo nossos quixotinhos empunharem, como lanças, apenas a sua voz, contra as pás lancinantes dos moinhos do passado, que cortaram as carnes de uma geração de idealistas.
A manifestação havia sido anunciada. Porém, eu estava nela por acaso. Um feliz e divino acaso. E aonde estavam naquela hora os remanescentes daquela luta de antigamente? Aqueles que sobreviveram àquelas fotos ampliadas em PB? Em seus gabinetes? Em seus aviões? Em suas comissões e congressos e redações? Será esta a lição que nos impõe a História: delegar sempre a realização dos “sonhos impossíveis” ao destemor idealista dos mais jovens?
- do Blog de Hildegard Angel, no R7. Na ditadura, morreram sob tortura seu irmão Stuart Angel, sua cunhada Sonia, e sua mãe Zuzu Angel, morta "acidentalmente" por militares na saída do túnel que hoje tem seu nome, no Rio.
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| A jornalista Hildegard Angel (esq.) chora durante a manifestação contra a "festa" dos militares pelo golpe |
Só vi jovens, meninos e meninas, empunhando cartazes em preto e branco, alguns deles com fotos de meu irmão e de minha cunhada. Pedi ao motorista para parar o carro e desci. Eu vinha de um almoço no Clube de Engenharia. Para isso, fui pela manhã ao cabeleireiro, arrumei-me, coloquei joias, um vestido elegante, uma bolsa combinando com o rosa da estampa, sapatos prateados. Estava o que se espera de uma colunista social.
A situação era tensa. As crianças, emboladas, berrando palavras de ordem e bordões contra a ditadura e a favor da Comissão da Verdade. Frases como “Cadeia Já, Cadeia Já, a quem torturou na ditadura militar”. Faces jovens, muito jovens, imberbes até. Nomes de desaparecidos pintados em alguns rostos e até nas roupas. E eles num entusiasmo, num ímpeto, num sentimento. Como aquilo me tocou!
Manifestantes mais velhos com eles, eram poucos. Umas senhoras de bermudas, corajosas militantes. Alguns senhores de manga de camisa. Mas a grande maioria, a entusiasmada maioria, a massa humana, era a garotada. Que belo!
Eram nossos jovens patriotas clamando pela abertura dos arquivos militares, exigindo com seu jeito sem modos, sem luvas de pelica nem punhos de renda e sem vosmecê, que o Brasil tenha a dignidade de dar às famílias dos torturados e mortos ao menos a satisfação de saberem como, de que forma, onde e por quem foram trucidados, torturados e mortos seus entes amados. Pelo menos isso. Não é pedir muito, será que é?
Quando vemos, hoje, crianças brasileiras que somem, se evaporam e jamais são recuperadas, crianças que inspiram folhetins e novelas, como a que esta semana entrou no ar, vendidas num lixão e escravizadas, nós sabemos que elas jamais serão encontradas, pois nunca serão procuradas. Pois o jogo é esse. É esta a nossa tradição. Semente plantada lá atrás, desde 1964 – e ainda há quem queira comemorar a data! A semente da impunidade, do esquecimento, do pouco caso com a vida humana neste país.
E nossos quixotinhos destemidos e desaforados ali diante do prédio do Clube Militar. ”Assassino!”, “assassino!”, “torturador!”, gritava o garotinho louro de cabelos longos anelados e óculos de aro redondo, a quem eu dava uns 16 anos, seguido pela menina de cabelos castanhos e diadema, e mais outra e mais outro, num coro que logo virava um estrondo de vozes, um trovão. Era mais um militar de cabeça branca e terno ajustado na silhueta, magra sempre, que tentava abrir passagem naquele corredor humano enfurecido e era recebido com gritos e desacatos. Uma recepção com raiva, rancor, fúria, ressentimento. Até cuspe eu vi, no ombro de um terno príncipe de Gales.
Magros, ainda bem, esses velhos militares, pois cabiam todos no abraço daqueles PMs reforçados e vestidos com colete à prova de balas, que lhes cingiam as pernas com os braços, forçando a passagem. E assim eles conseguiram entrar, hoje, um por um, para a reunião em seu Clube Militar: carregados no colo dos PMs.
Os cartazes com os rostos eram sacudidos. À menção de cada nome de desaparecido ao alto-falante, a multidão berrava: “Presente!”. Havia tinta vermelha cobrindo todo o piso de pedras portuguesas diante da portaria do edifício. O sangue dos mortos ali lembrados. Tremulavam bandeiras de partidos políticos e de não sei o quê mais, porém isso não me importava. Eu estava muito emocionada. Fiquei à parte da multidão.
Recuada, num degrau de uma loja de câmbio ao lado da portaria do prédio. A polícia e os seguranças do Clube evacuaram o local, retiraram todo mundo. Fotógrafos e cinegrafistas foram mandados para a entrada do “corredor”, manifestantes para o lado de lá do cordão de isolamento. E ninguém me via. Parecia que eu era invisível. Fiquei ali, absolutamente sozinha, testemunhando tudo aquilo, bem uns 20 minutos, com eles passando pra lá e pra cá, carregando os generais, empurrando a aglomeração, sem perceberem a minha presença. Mistério.
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| Milico golpista leva cusparada na cara |
Eu, que estava todo o tempo praticamente colada neles! Um me perguntou se não era melhor eu sair dali, pois era perigoso. Insisti em ficar, mesmo com perigo e tudo. E ele, gentil, quando viu que não conseguiria me demover: “A senhora quer um copo d’água?”. Na mesma hora o copo d’água veio. O segurança do Clube ofereceu: “A senhora não prefere ficar na portaria, lá dentro? “. “Ah, não, meu senhor. Lá dentro não. Prefiro a calçada”. E nela fiquei, sobre o degrau recuado, ora assistente, ora manifestante fazendo coro, cumprindo meu papel de testemunha, de participante e de Angel. Vendo nossos quixotinhos empunharem, como lanças, apenas a sua voz, contra as pás lancinantes dos moinhos do passado, que cortaram as carnes de uma geração de idealistas.
A manifestação havia sido anunciada. Porém, eu estava nela por acaso. Um feliz e divino acaso. E aonde estavam naquela hora os remanescentes daquela luta de antigamente? Aqueles que sobreviveram àquelas fotos ampliadas em PB? Em seus gabinetes? Em seus aviões? Em suas comissões e congressos e redações? Será esta a lição que nos impõe a História: delegar sempre a realização dos “sonhos impossíveis” ao destemor idealista dos mais jovens?
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